A DISSOCIAÇÃO
No Norte francês, uma órfã com deficiência vive com a avó em uma vida quase miserável. Ela quer melhorar de vida, mas não sabe como. Tudo parece complicado demais naquela realidade desgastada em que está presa.
E na primeira oportunidade ela foge.
A protagonista conhece figuras peculiares, participa de revoluções e desbrava o mundo do seu próprio ponto de vista…
A proposta é contar a jornada dessa protagonista sem nome e nos fazer sentir parte da história. O que é legal, eu assumo… Só que eu odiei.
Achei a escrita muito arrastada e não tinha ânimo algum para pegar no livro. Apesar da proposta de aventura filosófica, a trama é chata.
Falando sobre assuntos interessantes, como o lugar de direito das mulheres com deficiência na França, debatendo sobre os direitos dos pretos e tecendo críticas muito relevantes para a questão das periferias e o tratamento europeu para com áreas de risco, “A dissociação” tinha tudo para ser um livro envolvente.
Mas eu não conseguia fluir.
Me arrastei até o final, evitei a leitura por dias, me cansei e reclamei com qualquer um que tivesse disposição para me ouvir. A obra realmente não me prendeu.
Eu me sentia obrigada a ler.
Fiquei constrangida de ter que lidar com temas que considero tão importantes sendo tratados e debatidos de um jeito que me causava asco. Me sentia irritadiça de tentar ler.
Momentos que precisavam de mais enredo foram negligenciados, enquanto momentos irritantes foram estendidos demais.
Acho que nunca li algo tão enjoativo e cansativo. Cheguei a sentir enfado…
De forma alguma o indico.
Adieu!
autora: Nadia Yala Kisukidi
país: França
leitura: e-book
playlist: paris

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