A CULPA É DAS ESTRELAS
A primeira vez que eu li “A culpa é das estrelas”, virei uma madrugada lendo.
Comprei o livro por indicação de uma amiga de uma amiga minha, e eu tinha 16 anos. Comprei porque a garota que me indicou disse que eu ia ler e, de repente, ia me pegar chorando.
Aquela coisa: “vai te destruir, mas vai ser ótimo.”
E foi.
Virei a madrugada do primeiro dia de aula (do ano em que fiz 17 anos), porque ia começar em uma escola nova e estava ansiosa. E John Green me ajudou a passar aquela noite. Foi devastador, mas foi lindo.
Hazel tem câncer e é terminal. Mesmo ainda morando com os pais, usando uma bomba móvel de oxigênio que a ajuda a ficar “bem” e fingindo que tem uma vida normal, ela sabe que vai ser morta pelo câncer que é feito dela.
Em uma tarde em que vai ao grupo de apoio de jovens com câncer, que se reúne no porão de uma igreja, ela conhece Gus. E Gus é um garoto arrebatador.
Eles se apaixonam instantaneamente e, juntos, viajam para a Holanda em um ato romântico que ele faz para ela, para que ela conheça seu autor preferido.
Parece bobo, e é brega, sem dúvidas. Mas é uma história bonita.
Sei que todos dizem que John Green é só um adulto fingindo ser jovem, que escreve livros para pessoas verdadeiramente jovens. Sei que aquele foi seu momento de maior sucesso e agora ele só parece chato e deprimente… Só que ainda o acho genial.
Ele tem uma mente ansiosa que sabe escrever bem. Ele reconta clássicos… Ele fez muitos jovens se apaixonarem pela literatura.
E, se eu tivesse filhos, ia querer que eles lessem John Green.
“A culpa é das estrelas” é um livro muito bonito. Sua história é verdadeiramente delicada, apesar do drama óbvio. Sua suavidade é comovente.
Além de falar sobre o óbvio desgaste emocional que o câncer causa, ele descreve sobre como ser adolescente é um caos. E sobre como ter um diagnóstico terminal só torna tudo pior.
Seus personagens, em especial nesse livro, são trágicos e intensos. E é óbvio que são… É uma releitura de “Romeu e Julieta”.
Sem drama familiar, porém igualmente doloroso e trágico, o romance de Hazel e Gus tem prazo de validade e será eterno apenas para quem sobreviver à eles.
Não há segredo sobre isso. É até óbvio demais. Mas o final é inesperadamente poético.
Acho válida uma releitura, ou uma leitura para quem nunca deu uma chance. Especialmente porque, se 2026 é a versão dois ponto zero de 2016, por que não dar uma chance para o que (ainda) era popular na época?
Adieu!
autor: John Green
país: EUA
leitura: livro físico
playlist: vienna

.png)
Comentários
Postar um comentário