A GAROTA NO TREM
O percurso de Ashbury para Londres, às oito hora da manhã, é a única rotina que tem dado à Rachel algum reflexo de sanidade. Feito todos os dias, o caminho de trem a presenteia com cenas imaginárias bonitas do casal Jason e Jess.
Vistos pela pequena janela do trem, Rachel cria a vida perfeita para o casal desconhecido, tudo na própria cabeça. Os nomes, inclusive, são inventados por ela. Mas quando descobre que Jess se chama Megan e que está desaparecida, Rachel se envolve na história.
Dias antes de descobrir sobre o desaparecimento, ela descobriu que a vida deles não era tão ideal quanto ela acreditava e é justamente isso que a faz querer resolver o problema.
Enquanto se envolve cada dia mais, Rachel descobre que o problema é maior do que ela imaginava. Tudo a faz ficar mais indignada à cada dia.
Mas no fim, não achei tudo isso. A escrita é boa, um tanto envolvente, mas não mais do que isso. Dei uma leve decepcionada.
Na época que li, todo mundo estava falando bem e me convenci de que ia ler e ia adorar, mas não foi o que aconteceu. Foi um dos primeiros que me desfiz quando surgiu a oportunidade.
Apesar de ter uma escrita boa, de ter uma história que nos enlaça no enredo, senti que algo estava faltando. O que é curioso…
Mesmo não sendo meu tipo de preferida, sinto que alguns livros do mesmo gênero, ou de gêneros semelhantes, são mais bem estruturados. Quando o filme foi lançado, fiquei em choque.
Não achava — e ainda não acho — que seja uma obra curiosa ou cativante o bastante para merecer um filme. Mas me lembro que existem coisas piores que também viraram filmes e aí fico na minha…
Ainda assim, acho que sua escrita é fácil de entender e que, para quem está começando no gênero, pode ser uma boa aposta. Mesmo porque, não tem muito como errar ao escolher uma leitura desse tipo.
“A garota no trem” não é ousado. É óbvio e seguro, debate sobre violência doméstica e psicológica com um discurso simples, não assusta. Uma pessoa de uns 13 ou 14 anos absorve bem a ideia, então sinto que pode ser instrutivo também.
A obra não tem cenas grotescas, o que facilita para quem tem estômago fraco. E talvez essa seja a melhor parte. Acaba abrindo espaço real para todos os tipos de públicos.
Não refaria essa leitura, mas admito seus lados positivos. E a indico, claro. Mas não é a melhor do gênero.
Adieu!
autora: Paula Hawkins
país: Inglaterra
leitura: livro físico
playlist: bakewell

.png)
Comentários
Postar um comentário