O NAMORADO
Apesar de ser famosa por causa de “A empregada”, só dei uma chance para Freida McFadden quando vi um vídeo sobre o livro “O namorado”. Minha curiosidade foi despertada com sucesso.
Fiquei fascinada logo de cara. Especialmente com as críticas sobre aplicativos de namoro. Senti que a história fazia sentido com tudo que já vi sobre crimes reais e segui a leitura adorando cada nova descoberta…
Sydney está solteira e mora em Nova York, e vive se enfiando em encontros ruins que saem direto do desfile alegórico que são os aplicativos de relacionamento. E no dia em que ela tem o pior encontro da sua vida e que é salva pelo homem mais bonito e charmoso que já conheceu, ela acha que sua sorte está começando a virar.
Mas ela só pensa isso até o dia seguinte, quando encontra o corpo de sua melhor amiga, Bonnie, brutalmente assassinado. Bonnie estava sozinha no próprio apartamento, não há sinais de invasão e, para piorar, o crime foi obviamente cometido por um serial killer.
Depois disso, fica fácil acreditar em filmes de terror.
Foi completamente viciante. A história entra em um túnel sem fundo que nos guia por todos os caminhos para um mesmo destino. Mas, no fim, com um puxão delicado, a teia se desfaz e nossas certezas ruem com muita facilidade. Em um passe de mágica, o enredo muda.
Por ser minha primeira experiência lendo algo da autora, minhas expectativas estavam baixas. Deduzi que, provavelmente, seria apenas mais um caso em que todo mundo adora algo da moda, mas que nem é tão bom assim. E me surpreendi.
Freida McFadden escreve com clareza, tem um ritmo animador e fez, nesse livro, personagens que nos prendem na história. O peso do luto, o debate sobre os aplicativos, os ganchos narrativos sobre comportamentos doentios…
Tudo é lindamente costurado e terminamos o livro com a sensação de que ninguém merece nossa confiança absoluta. O pior pode vir de onde menos esperamos. É um choque.
E é isso que faz a obra ser tão prazerosa de ler.
Agora quero ler tudo da autora. Ela realmente me prendeu e me fez querer mais e mais. Eu não queria que terminasse.
Diferentes de livros semelhantes, “O namorado” não é uma obra gráfica e é fácil de se ler sem achar que é mais do mesmo. O plot, aqui, realmente é um plot.
Vale a pena como obra introdutória da autora. Por estar no hype do filme, sinto que é um bom momento para ler McFadden. E esse é ótimo para ser o primeiro.
Adieu!
autora: Freida McFadden
país: EUA
leitura: audiobook
playlist: atenas

.png)
Comentários
Postar um comentário