A CABANA
Mack só queria relaxar com a família em uma viagem confortável no fim de semana. Mas sua filha caçula é sequestrada e desaparece sem deixar rastros.
Quando as investigações deixam claro que a menina foi brutalmente assassinada em uma cabana próxima, a família colapsa emocionalmente. Com o tempo e as coisas se ajustando, os anos passam como um borrão…
Depois de quatro anos, Mack recebe uma mensagem de Deus e decide voltar à cabana, para se curar da dor daquele luto que tem consumido sua vida. E tudo muda dentro dele.
Apesar do peso religioso que a obra sugere, “A cabana” fala de Deus dentro do contexto de luto e de esperança, sem ser doutrinador. Gostei disso quando li.
Conforme a obra vai caminhando, acompanhamos o processo de aceitação e de superação de uma família destruída pela dor. Mack é o reflexo do que sobra nessas famílias que vivem lutos forçados, prematuros e brutais.
Afinal, o que fazer quando sua criança é morta? Perdoar o assassino? Criar um grupo de apoio ou uma ONG? Seguir em frente e ignorar a dor?
Não há resposta correta.
Nunca haverá resposta correta. O luto deve ser vivido e cada um o vive de um jeito único.
Amar alguém e ter essa pessoa arrancada de nós… É uma dor incalculável. E Mack representa isso muito bem.
Adorei a forma que o livro foi escrito. Amei como nada escapa aos olhos. A história é bem construída e tem um ritmo muito confortável.
Na primeira vez que o li, gostei pouco. Achei ele bem panfletado, mas exageradamente valorizado. A segunda leitura me fez ser mais gentil. A história é boa e descreve bem a fase da aceitação.
A premissa em si é interessante. Quase ninguém escreve sobre quem ficou para trás depois de um crime desse tipo. As vítimas são esquecidas, e seus entes queridos são invisibilizados.
“A cabana” quebra esse padrão.
Faz anos que não o releio, mas a memória o fez envelhecer como vinho. Sigo indicando-o. Eu realmente o aprecio.
Adieu!
autor: William P. Young
país: EUA
leitura: livro físico
playlist: birgu

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