A GRANDE LOJA DOS SONHOS

 




Penny sempre sonhou em trabalhar na Grande Loja dos Sonhos, mas não sabe como passar pela entrevista de emprego. Só estuda, lê e pesquisa, ansiosa para ser aprovada… E acaba descobrindo que passar no teste era mais fácil do que imaginava.

DallerGut, o dono da loja, não quer respostas prontas. DallerGut quer sonhadores e apaixonados, funcionários que acreditam no que vendem.

Afinal, eles vendem sonhos.

“A Grande Loja dos Sonhos” foca em como Penny lida com os primeiros meses de trabalho e em como ela descobre mais sobre o mecanismo dos sonhos.

Nessa realidade, há um mundo mágico, dentro da nossa própria realidade, em que fadas e seres místicos caminham ao lado de humanos adormecidos. Nesse adorável lugar misterioso, sonhos são criados por artistas que são como diretores de cinema. E os produtores de sonhos não poupam ideias.

Fiquei fascinada pela engenhosidade da trama. Me senti lendo algo entre “A origem dos guardiões” e “Divertidamente”.

Toda a delicadeza da obra me deixou apaixonada. E isso não é um exagero. Há anos que eu queria ler algo que tivesse magia sem parecer infantil. Foi como um bálsamo.

Sinceramente, não sei se se encaixa em literatura de cura, mas sei que tem uma narrativa que traz conforto e gera esperança. Afinal, enquanto Penny descobre todas as peculiaridades da loja e se encanta com o temperamento de DallerGut, clientes comuns e encantadores caminham pelo mundo real de dia e pela loja de noite.

Cada pequeno detalhe da história foi pensado com carinho, até a forma com que os sonhos são pagos. De verdade. É nítida a dedicação do desenvolvimento da obra.

Eu não queria parar de ler.

Gosto do ritmo e da ideia, sou viciada no desenvolvimento. E sinto que há muito mais para ser explorado, mas quero me permitir um tempo de descanso antes de começar a ler o volume 2.

Adorei também que não há necessidade de um marcador de tempo na história. Tudo acontece como tem que acontecer. Nada fica sem um fim.

Os debates sobre luto, a importância dos sonhos e dos pesadelos, a superação dos fins e a comercialização dos sentimentos (olá, redes sociais!) foram meus temas preferidos. E nada nos garante que os funcionários são como os humanos…

Adieu!



autora: Lee Mi Ye

país: Coreia do Sul

leitura: audiobook

playlist: busan

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