CANDYMAN
Eu não sou de ler livros de terror, apesar de ter tido uma fase em que assistia alguns filmes do gênero… Eu acho meio entediante.
No entanto, meu último livro completo de 2025 foi “Candyman”, que é um clássico da categoria terror e só eu não sabia. Descobri ao ler o livro e me senti uma palhaça.
Palhaça porque não conhecia a história, e até filme tem. E palhaça porque não achei a história boa.
Helen é a protagonista e sua missão do momento é ir para as ruas para pesquisar sobre grafites e pichações. E é assim que ela se vê dentro de um complexo periférico da cidade e faz certa amizade com uma moradora local.
E só.
Candyman é uma figura sobrenatural que vive no complexo de apartamentos e que surge de tempos em tempos para cobrar um tipo de oferenda de carne e sangue. E o terror para por aí.
Não fiquei impactada com a obra. Pelo contrário. Achei fraca e pouco imaginava. O suspense prende mais e cativa, mas só.
A escrita é boa, não vou mentir. Tem ritmo e fluidez, um cenário decadente e bem instigante, porém a história em si não me prendeu. Helen é previsível de um jeito entediante até para histórias de terror, enquanto seus amigos acadêmicos não agregam em nada na obra.
Os moradores do complexo também não são provocativos e o próprio vilão é meio inconveniente. Ele foi agindo de um jeito chato, em uma falha tentativa de ser charmoso.
Me senti lendo um conto que usa o sobrenatural para beirar o sensual.
Foi um misto de vergonha alheia com decepção. Não ter um plot me incomodou também. Deveria ser uma história que arrepiasse os pelos da minha nuca… Só fiquei frustrada.
Sendo positiva, penso que “Candyman” pode ser interessante para quem gostaria de se arriscar em conhecer mais do clássico de terror mas tem estômago fraco ou tem uma cabeça influenciável. Afinal, para ser terror, a história é leve.
Ser uma obra curta também ajuda. É fácil de ler em uma tarde, sem grandes transtornos.
Adieu!
autor: Clive Barker
país: Inglaterra
leitura: audiobook
playlist: munich

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