MRS. DALLOWAY EM BOND STREET
Ao invés de comprar flores, aqui mrs. Dalloway vai ela mesma comprar luvas. Luvas com botões de pérolas.
Funcionando como uma obra única e independente, “Mrs. Dalloway em Bond Street”traga quem o lê para dentro da cabeça de Clarissa Dalloway.
Em versão de conto, a narrativa debate sobre a Europa pós-Primeira Guerra Mundial, retocando o fluxo de consciência que era a marca registrada de Virginia Woolf. Há quem diga que que é um tipo de universo expandido do romance. E concordo em partes.
Ao meu ver, a história aqui é mais focada em abordar a delicadeza que a guerra em si era um tópico de destaque, então aceito a obra como um complemento agradável.
Se lido em sequência do romance “Mrs. Dalloway, podemos encarar tudo como um tipo de diário. Adorei isso também!
É importante dizer que nada de especial acontece aqui. Mrs. Dalloway vai à Bond Street para comprar luvas… E só. O impacto literário fica para a questão do fluxo de consciência.
Nada de plot. Nada de expectativa.
É apenas um dia comum na vida da protagonista.
Enquanto lia, me sentia um divertidamente; assim como quando li o romance que divide a protagonista com esse conto. Adorei, óbvio. Adoro tudo que Woolf escreveu.
Para quem nunca leu nada dela, acredito que esse livro possa ser bem interessante e que possa ajudar a entender a técnica que ela usava para mergulhar dentro de suas histórias e suas personagens.
Virginia Woolf não inventou a narração em primeira pessoa, mas se tornou a mãe do gênero. A fluidez das ações e dos pensamentos ajudam muito também. É tão bom que quase não sentimos os tempo passar.
Indico como uma obra de trampolim para conhecer Woolf. E, para quem já a conhece, convido a revisitar por meio desse livro tão curto.
Com 48 páginas, vai ser possível ler no almoço. Eu juro!
Adieu!
autora: Virginia Woolf
país: Inglaterra
leitura: e-book
playlist: dublin

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